O canadiano Simcha Jacobovici assegura que dois dos pregos que foram usados para crucificar Jesus foram encontrados num túmulo em Jerusalém. A descoberta está a levantar uma onda de críticas que acusam o realizador de ter criado uma farsa e um golpe publicitário para o seu filme.
Jacobovici garante que estes dois pregos foram usados na crucificação de Jesus  
Jacobovici garante que estes dois pregos foram usados na crucificação de Jesus (Reuters)
 
Os detalhes desta descoberta estão documentados num filme de Jacobovici, “The Nails of the Cross”, onde o realizador procura, junto de especialistas e documentos, provar que os pregos encontrados têm mais de 2000 mil anos e foram mesmo usados na crucificação de Jesus.

Já em 2007, Jacobovici realizou o documentário “The Lost Tomb of Jesus”, onde argumenta ter encontrado o túmulo onde a família de Jesus teria sido enterrada. O documentário apresenta uma investigação sobre o túmulo de Talpiot, datado do século I, e que segundo os investigadores, com base nas inscrições nas paredes, terá sido o local onde os restos mortais da família de Jesus foram guardados. Na altura, o canadiano também foi muito criticado.

No entanto, para este novo documentário Jacobovici garante que o investimento na investigação foi maior, apresentando um melhor contexto histórico e arqueológico que sustentam as afirmações.

“O que estamos a anunciar ao mundo é o melhor argumento arqueológico, jamais feito, de que dois dos pregos da crucificação foram encontrados”, disse o realizador à Reuters. “Se eu tenho 100% de certeza de que são? Isso eu não tenho”, explicou.

“The Nails of the Cross” sugere que os pregos em questão foram encontrados em Jerusalém no túmulo do sacerdote Caifás que, de acordo com o Novo Testamento, enviou Jesus para a morte ao denunciá-lo aos romanos.

A Autoridade de Antiguidades de Israel, que supervisionou a escavação do túmulo, coloca sérias reservas à descoberta, alertando que são muitos os investigadores que constantemente alegam ter encontrado objectos (incluindo pregos semelhantes) e até ossadas do tempo de Jesus.

“Não há dúvida de que Simcha Jacobovici criou um filme muito interessante com um verdadeiro achado arqueológico”, disse um porta-voz da Autoridade. “Mas a interpretação apresentada não tem base em achados arqueológicos ou de investigação”, acrescentou a mesma fonte.

O documentário chega aos cinemas dos Estados Unidos no dia 20 de Abril e a Israel no dia 15 de Maio. Para Portugal ainda não se conhecem datas.
 

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